O ano de 2021 pode ter terminando, mas foram muitas as aprendizagens e queria refletir convosco sobre o que aprendi. Sobre a própria forma como 2021 irá, sem dúvida, moldar este novo ano.

Na vida

O ano passado ensinou-me a ser ainda mais calmo. A procurar evitar os conflitos e a usufruir verdadeiramente da vida estando atento ao meu bem-estar psicológico. Ao resolver as coisas pelo melhor para focar nos meus sonhos e próprio descanso. Esta filosofia ajudou-me a descomprimir muito os meus músculos presos na zona cervical e, tirando más posições a dormir, tenho-me sentido melhor.

Não sei quando é que isto efetivamente aconteceu, mas acredito que a parte laboral contribuiu muito para isto. Foi até nesta componente que comecei a “massificar” pequenas formas de falar e festejar com os outros, ao desejar no dia de anos um “feliz ano” e não somente “um bom dia” como costuma ser habitual.

No trabalho

Passamos a maior parte da vida no trabalho. Um facto comum e que facilmente nos esquecemos. O certo é que no trabalho foi quando comecei a aplicar a filosofia anterior. O de abraçar o tempo de trabalho, independentemente das horas que sejam, e pensar simplesmente na minha missão, no que quero fazer e fazê-lo. Isto ajudou-me muito e o tempo passa a voar. Faltam duas horas para sair e tenho muito para fazer? Sem stress, penso antes na qualidade e logo depois no esquematizar mentalmente a melhor linha de ação. Isto, desde logo, impede-me de estar stressado e a correr. É um assumir que há coisas na vida que são impossíveis de controlar e o melhor a fazer é apanhar os cacos da forma mais correta.

Também melhorei na forma de processar informação que me poderia, inconscientemente, deixar mais cansado. Isto é: é comum uma pessoa estar de folga e ao dizer a um colega que não vem trabalhar nesse dia mas só no próximo, existam comentários (que são compreensíveis) do género “quem me dera” ou “pois, estás em casa e eu aqui” para, na semana seguinte, quando a situação é inversa, os papéis ao se inverterem não geram a mesma atitude. Ou seja, facilmente se esquece que se estou de folga terei também os meus dias de trabalho e se estiver a trabalhar também terei direito às folgas. Isto é elementar, mas mudar o nosso discurso ou, no meu caso, a forma de o processar, torna-se chave de ouro no momento de andarmos mais leves.

Se há coisa que fiz o ano passado (e no anterior também), foi o de processar as coisas no lado mais compreensivo. De quando alguém lamenta que está a trabalhar, simplesmente dizer: “depois estás tu de folga”. Apesar de isto ser pequeno, ajuda a meter as coisas em perspetiva e a não sofrermos tanto. É também uma forma de mostrar empatia e nos identificarmos com o cansaço dos nossos colegas.

Na gestão doméstica e pessoal

Ter uma casa obrigou-me a novas dinâmicas e ginásticas. Foi o ano em que tive de resolver questões com os meus vizinhos, pedir informações, fazer alterações no cartão de cidadão e meter as contas em dia quanto ao condomínio.

Foi um ano desafiante, mas que me levou a ser mais resiliente e a assumir o papel de responsabilidade pelas coisas. Um que me levou a ler e a aprender diversas questões domésticas para que tudo corra pelo melhor. Também me levou a ter mais apreço pelos meus pais e por aquilo que, ainda hoje, me ensinam.

Na escrita

2021 foi um ano em que experimentei outras coisas. Que me dediquei de alma e coração a outros projetos. Não me arrependo, visto que aprendi e desenvolvi muita coisa que gostava, mas deixei o meu manuscrito muito parado. Investi também o meu tempo na edição e revisão do Dislike, mas atrasei-me mais do que devia. Isto levou-me a compreender como, este ano, quero focar-me mais neste trabalho e concluir o meu manuscrito. Quero também conseguir voltar a escrever para o blogue, o que me vai levar a ter um cronograma para melhor definir as coisas.

O ano ficou também marcado pelo lançamento da minha newsletter e do primeiro giveaway para os seus membros. Estou contente por não ter enviado carradas de e-mails por mês, mas gostava de aumentar a periodicidade para não ser uma subscrição que fique esquecida.

O final do ano foi igualmente sinónimo de um novo romance meu, o Dislike. Estou muito contente com os eventos que conduzi e da forma como envolvi a comunidade literária. Espero, e quero, continuar este trabalho neste novo ano.

Na leitura

O ano passado foi o meu mais prazeroso na literatura. Foi quando dei oportunidades a diversos géneros e, hoje, posso dizer que leio, quer algo técnico, quer algo mais reflexivo, um livro erótico, banda desenhada ou uma biografia. Aprendi a ler mais por prazer e ler o que me apetece. 2021 ficou também marcado pela leitura de muitos autores lusófonos e não me poderia sentir mais feliz por isso. Espero que este ano duplique este meu investimento nos nossos autores.


E o vosso ano de 2021? Que retiraram dele?

A processar…
Boa! Fazes parte do gang!

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