Os filmes mais marcantes de 2023

Cinema é das minhas grandes paixões. Tendo, em 2023, visto 37 filmes lançados no grande ecrã (sem contar com os lançamentos em streaming), olhar para o ano que passou é não só recordar experiências, como transportar-me para as memórias que estas histórias me deram. A pensar nisso, partilho convosco os cinco filmes que mais me marcaram em 2023.

Um Homem Chamado Otto

Apesar de ter sido lançado em exclusivo no cinema (como todos os filmes desta lista), é com pena que o vi mais tarde, na televisão. Senti realmente pena de não ter visto no grande ecrã esta personagem incrivelmente interpretada por Tom Hanks e como esta lida com a perda da sua companheira de vida, mesmo quando a iniciavam. A narrativa é emotiva, empática e uma lição de humanidade em tempos onde encontrá-la parece difícil.

Missing – Desaparecida

Tenho ficado fã de thrillers onde a história é contada por meio dos ecrãs do universo das personagens, Desaparecida conta-nos a história de uma mãe que desaparece e da sua filha que começa a navegar no mundo online e, consequentemente, no seu passado. O filme aborda de tal forma o sofrimento de vítimas de relacionamentos abusivos, que sempre que o vejo na televisão paro tudo o que estou a fazer para o ver. Acresce ainda a participação do ator português Joaquim de Almeida.

Homem-Aranha: Através do Aranhaverso

Já falei tantas vezes do impacto do Homem-Aranha em mim que, honestamente, não sei mais o que escrever para justificar esta escolha. Bem…, talvez possa acrescentar que esta narrativa adquire, para além da ação e aventura, o suspense. Este é crescente à medida que o final do filme se aproxima e nos deparamos com um dos melhores ganchos narrativos do universo cinematográfico do Spider-Man. Se aliarmos o argumento fabuloso aos visuais dos diversos artistas que trabalharam no filme, a história do Miles Morales e seus amigos ficará, sem dúvida, para sempre imortalizada.

Godzilla Minus One

Este foi o último filme que vi no cinema em 2023 e… Que. Filme! Não só o mesmo honra o legado de Godzilla ao celebrar a criação da personagem, como entrega uma narrativa verosímil que alia factos à componente de fantasia/ficção científica. Isto permite uma história ambientada na Segunda Guerra Mundial e com personagens em contextos que tão bem conseguimos identificar. Não obstante, o filme é japonês, o que nos permite ter, desde o início, a perceção da cultura do país nas personagens e as suas ações.

O Criador

A história de O Criador é bastante expectável e já vos falei dela e da forma como vejo a inteligência artificial entrar na nossa sociedade. O que me faz tê-lo nesta lista é, sem dúvida, a construção narrativa, efeitos visuais, banda sonora e, algo muito importante: a pertinência do tema. Existindo tanta divisão, ter neste filme uma representação tão expressiva da diferença foi, para mim, essencial para considerar este filme de visionamento obrigatório para todos.

Menções honrosas

Obviamente que estes não foram os únicos filmes que me chamaram à atenção no mercado cinematográfico. O certo é que esta minha escolha me levou a perceber como a Disney perdeu grandes momentos no ano passado. Surpreende-me que, ao fim de um ano, nenhuma produção da Marvel tenha ficado comigo e, mesmo que Elemental tenha sido adorável e emotivo (especialmente pela luta de amarmos “algo” diferente), existiram outros que, para mim, elevaram a experiência do que é cinema.

Em 2023 vi imenso terror, sendo que o que mais apreciei foi The Nun II. Sei que muitos especialistas no género o detestaram, mas tenho simplesmente uma panca pelo conceito do filme e diverti-me imenso no cinema. Quem também surpreendeu foi o Fala Comigo, que junta o thriller ao terror para nos dar uma abordagem distinta sobre como as histórias podem ser construídas. O mesmo para o tom de suspense e thriller de Mistério em Veneza, a terceira adaptação de Kenneth Branagh de Agatha Christie.

No campo da ação, Transformers foi uma lufada de ar fresco na saga e cujas novas personagens adicionaram uma camada de realismo aos já 7 filmes do universo dos robôs que se transformam em carros. Espero que o elenco nos brinde com mais filmes e com histórias ainda mais arrojadas.

Nestas menções não posso deixar de falar sobre três filmes e do seu impacto cultural. Começo, primeiro, pela Barbie e Oppenheimer e como “salvaram o cinema”. Na verdade, esta expressão ficou tão vinculada aos filmes que, a certo momento, os mais desatentos não a percebiam e pensavam que, simplesmente, se referia à forma como os filmes, de tão bons que são, ajudaram a salvar toda uma indústria. E, apesar de isso ser em parte verdade, a origem da expressão serviu mais para realçar como os filmes ajudaram a Warner Bros. numa altura tão difícil e com diversos cortes, assim como ajudar as pessoas a ir mais ao cinema para ver algo mais comercial. Barbie é uma história deliciosa, importante e de relevo na sociedade atual, mas que outros filmes já nos falam. Por vezes misturado com o filtro da ficção científica ou fantasia, Barbie permitiu uma penetração mais clara sobre como o homem e a mulher têm, ainda e infelizmente, diversos direitos desiguais. O mesmo para o badalado filme de três horas de Christopher Nolan e do peso da criação de armas nucleares e de como isso mudou, para sempre, o mundo.

Por último, mas não menos importante, aquela que foi das experiências que mais apreciei: ver um concerto no cinema. O peso e influência de Taylor Swift é de tal ordem, que encontrar cinemas cheios para um concerto se revelou uma delícia. Não sendo adepto do estilo artístico da cantora, ver o filme fez-me recordar de quando vi e ouvi, pela primeira vez, Madonna. De como, mesmo não apreciando na altura a cantora, como acontecia comigo na Taylor, passei a apreciar a sua atuação ao vivo e de como se torna mais humana, dando às suas letras camadas que as sessões de estúdio não dão. Foram três horas bem passadas e, honestamente, ainda hoje dou por mim a trautear Vigilant Shit. Destaco, contudo, e este é o único motivo pelo qual não introduzi este filme-concerto no TOP 5, a realização. Achei que a mesma não era coerente e, se tínhamos efeitos 3D nalgumas transições, noutras que fariam mais sentido, isso não existia. Talvez tenha esta exigência pela forma como os concertos da Madonna são editados (ao ponto de demorarem mais de dois anos), mas espero continuar a acompanhar a artista neste formato.

A lista completa dos filmes que vi lançados no grande ecrã

M3GAN, Missão de Resgate, Um Homem Chamado Otto, Batem à Porta, Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania, Missing – Desaparecida, Gritos 6, Shazam! Fúria dos Deuses, Dungeons & Dragons: Honra Entre Ladrões, Super Mario: O Filme, Beautiful Disaster – Um Desastre Maravilhoso, Evil Dead Rise: O Despertar, Guardiões da Galáxia Vol. 3, Velocidade Furiosa X, Cavaleiros do Zodíaco, A Pequena Sereia, Boogeyman, Homem-Aranha: Através Do Aranhaverso, Transformers: O Despertar das Feras, The Flash, Indiana Jones e o Marcador do Destino, Insidious: A Porta Vermelha, Elemental, Barbie, Oppenheimer, Mansão Assombrada, Meg 2: O Regresso do Tubarão Gigante, Blue Beetle, Fala Comigo, The Nun: A Freira Maldita II, After Depois de Tudo, Mistério em Veneza, O Criador, Taylor Swift: The Eras Tour, As Marvels, Wish: O Poder Dos Desejos, Godzilla Minus One.

E vocês? Que filmes lançados para o grande ecrã viram o ano passado?

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