Dos emocionantes Inside Out 2 e Gladiador II ao profundo Anora: Os Últimos filmes que vi no cinema

Se há algo que me tem dado gosto acompanhar este ano, é o debate em torno do número de espectadores nas salas de cinema. Embora existam meses em que os valores são mais baixos em comparação com o ano passado, 2024 tem sido marcado por filmes memoráveis. Desde apostas de grandes estúdios como a Walt Disney ou a Paramount, o panorama cinematográfico tem oferecido experiências diversificadas. Aqui estão os últimos filmes que vi no grande ecrã. Preparem-se: são muitos! Prometo ser sucinto em cada um!

Divertida-Mente 2

O meu sonho é que, de tempos em tempos, surja um novo filme de Divertida-Mente que explore diferentes fases da vida. Com um potencial criativo e cinematográfico enorme, Inside Out continua a encantar audiências ao abordar temas complexos de forma simples, emotiva, sincera e real.

É exatamente isso que esta sequela entrega, ao introduzir novas emoções, como a ansiedade, explorando como esta, apesar do seu potencial positivo, pode descambar para um extremo que compromete a integridade do ser humano.

Se ainda não o viram nos cinemas, o filme está disponível na Disney+.

Gladiador II

Podem dizer o que quiserem, mas só este ano vi Gladiador. Sim, admito que estou atrasado nos clássicos, mas finalmente consegui arranjar tempo para o épico de Ridley Scott, lançado em 2000. Embora nem todos os momentos da narrativa me tenham cativado, apreciei a forma como a história foi contada e a maneira habilidosa como o argumentista e o realizador misturaram elementos históricos, fictícios e espirituais numa obra-prima com uma banda sonora inconfundível.

Agora, 24 anos depois, chega aquela que considero uma das melhores sequelas dos últimos anos. E, atenção, não sou só eu a dizê-lo: as bilheteiras europeias comprovam-no, tornando este o filme mais rentável de Ridley Scott em solo europeu.

Gladiador II, com um elenco de excelência e uma ligação direta à narrativa do primeiro filme, aprofunda ainda mais os elementos históricos, enquanto os funde de forma magistral com efeitos visuais e práticos modernos. Esta sequela, recheada de ação, apresenta um Império Romano ainda mais grandioso, exuberante e sem tabus, superando em escala e ambição o filme original.

Herege

Já vos falei deste filme num artigo dedicado, mas não o podia deixar de fora desta lista. É, sem dúvida, um dos filmes mais emblemáticos da carreira de Hugh Grant. Com o conceito de religião como tema central, o filme conduz-nos, com mestria, por um drama que cresce em intensidade a cada fotograma.

Anora

Não tenho por hábito ir ao cinema apenas para assistir a um filme na corrida aos Óscares. Prefiro sentir que o filme, a sua história e o seu elenco me encontram, como num processo de auto-descoberta mútua. Com Anora, isso não aconteceu. Foi com amigos que nos aventurámos na comédia dramática de Sean Baker. Centrado na vida de uma prostituta, o filme ganha progressivamente camadas mais intensas e profundas, culminando num terceiro ato que nos parte o coração.

O elenco, com uma entrega notável, sustenta o argumento com mestria. Num momento estamos a rir às gargalhadas; no seguinte, lutamos para conter o nó na garganta enquanto tentamos absorver as múltiplas emoções transmitidas pela protagonista.

Embora tenha apreciado o filme, não o considero revolucionário. Apesar de usar a prostituição como eixo narrativo, senti que recorreu a vários clichés associados ao tema. Ainda assim, reconheço o impacto de tornar mais viscerais as emoções humanas que, muitas vezes, são mascaradas pelo sexo.

Alien: Romulus

Este filme não é tão recente quanto aos outros mas, tendo chegado agora à Disney+, merece destaque. Não só por ser das minhas sagas cinematográficas favoritas, como esta nova narrativa consegue, na verdade, acrescentar de forma significativa novas ideias a uma saga recheada de sequelas e prequelas. O elenco consegue mostrar-nos o horror do que foi passar algumas horas em Romulus e, o final, se julgava ser banal, conseguiu deixar-me de boca aberta pela ousadia do famoso diretor Fede Alvarez.

Isto Acaba Aqui

Este é mais um dos filmes lançados no verão que não podia faltar nesta lista. Faz todo o sentido mencioná-lo, especialmente por todas as vezes que vos falei e recomendei a Colleen Hoover. Apesar de não ler nada da autora há, pelo menos, dois anos, Isto Acaba Aqui conseguiu trazer de forma positiva a sua história para o grande ecrã. No entanto, falar deste filme obriga a abordar a controvérsia em que se viu envolvido — desde a direção à edição — após a sua estreia.

Sendo honesto, faço parte dos que acreditam que o filme não deveria ter sido promovido como um romance, quando, na realidade, aborda temas tão sérios como a violência doméstica, seja ela física ou psicológica.

Embora entenda a vertente romântica — a mensagem de superação e a ideia de que esta é possível — a forma como o filme foi divulgado poderia e deveria ter sido mais honesta, tanto para com o público em geral como para com as próprias vítimas.

Diabólico (Afraid)

Esta escolha pode parecer uma batota: não só por ser recente e merecer destaque no topo da lista, mas também porque, na verdade, ainda não foi lançado por cá. Não tenho uma data concreta para vos dar sobre quando isso poderá acontecer, mas esta aposta da Sony Pictures e Blumbhouse baseia-se numa premissa intrigante: uma inteligência artificial altamente sofisticada que, de forma diabólica e extremamente realista, se infiltra na vida de um casal.

Não vos quero revelar demasiados spoilers, mas, apesar de o filme não ser particularmente marcante na sua execução, consegue levantar questões profundamente relevantes e, pior ainda, incrivelmente atuais. Se apreciam filmes intensos, onde a ficção científica se cruza com uma distopia inquietantemente próxima, Afraid pode ser uma excelente escolha.

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