As mulheres que me levam a ler

Com estimativas a indicarem que serão necessários mais de cem anos para que as desigualdades entre homens e mulheres desapareçam, falar sobre o papel da mulher torna-se essencial. Não é suficiente fazê-lo num único dia, mas sim ao longo de todo o ano. Na escrita e na leitura, o papel feminino tem tido uma importância tão significativa na minha paixão pela literatura que, hoje em dia, leio muito mais livros escritos por mulheres do que por qualquer outro género. Finalmente, após vários anos com vontade de abordar este tema convosco, partilho algumas das autoras que mais me influenciaram e que me levam sempre a querer ler mais.

Dos dramas ao thriller

Autoras da saga Casa da Noite

A voz de uma mulher é, para mim, extremamente fácil de reconhecer no meio literário, seja pela leveza, pela profundidade única ou pela forma direta e sem rodeios com que escrevem. Uma das primeiras autoras que despertou em mim o gosto pela leitura, como provavelmente já sabem, foi Stephanie Meyer (saga Luz e Escuridão). Contudo, não fiquei apenas por aqui. Durante esses anos, também me fascinei com o universo vampírico criado pela dupla P.C. Cast e Kristin Cast (saga Casa da Noite), até chegar àquela que, na minha opinião, é uma referência incontornável da fantasia: Cassandra Clare (saga Os Instrumentos Mortais, Os Instrumentos Infernais, entre outras).

Donna Tartt, que já venceu o prémio Pulitzer 

Da fantasia passei ao drama, género onde encontrei Donna Tartt (O Pintassilgo, A História Secreta) e a sua extraordinária capacidade de me fazer acompanhar a vida das suas personagens de uma forma profundamente envolvente. Apesar dos seus livros serem longos, as personagens são tão humanas e complexas que sei sempre que me acompanharão para o resto da vida, tal como aconteceu com O Pintassilgo, cujas cenas ainda me recordo nitidamente.

O thriller foi uma das minhas últimas descobertas literárias favoritas, e é precisamente neste género que encontrei a autora de quem li o maior número de livros. Se anteriormente esse lugar pertencia a Colleen Hoover (Amor Cruel, Um Caso Perdido, 9 de Novembro, Isto Acaba Aqui, Confesso, etc.), hoje o destaque vai para Freida McFadden (saga A Criada, O Acidente, A Ala D, O Recluso, A Professora, etc.), cujos livros devoro compulsivamente. Sempre que vejo um título seu em pré-venda, deixo tudo para trás e corro para o adquirir. Não está sozinha nesta preferência, pois antes dela já me tinha encantado com B.A. Paris, uma autora com uma escrita literária ainda mais apurada que a de Freida e que nos proporciona histórias verdadeiramente majestosas. É uma pena que não tenhamos mais livros dela publicados em Portugal.

A representação

A autora integra também a equipa de argumentistas responsável pela adaptação televisiva dos seus próprios livros, Heartstopper.

Têm sido também as mulheres a introduzir, desde cedo, personagens LGBT na literatura, bem como a promover, mais recentemente, uma maior diversidade racial no mercado editorial. Exemplos claros disso são Alice Oseman (Heartstopper), Taylor Jenkins Reid (Os Sete Maridos de Evelyn Hugo), Faridah Àbíké-Íyímídé (Às de Espadas), Annabeth Albert (Off Base), Casey McQuiston (Vermelho, Branco e Sangue Azul) e Lyssa Kay Adams (Bromance).

A importância destas mulheres tem sido tão grande no meu percurso enquanto leitor e autor que partilhar convosco os seus nomes e as obras que li foi um enorme prazer e que me fez perceber como, realmente, as histórias para que sou atraído vão muito ao encontro do Diogo de há vinte anos.

E vocês? Conhecem estas autoras? Que livros já leram delas?

Comenta aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.