Foi no final do mês passado que se deu este feito e, agora, semanas depois, continuo com a mesma ideia quanto ao filme, à saga e, sobretudo, ao poder do tempo e de como este semeia fãs numa saga como Star Wars.
Tinha 10 anos quando estrou
Ainda me lembro de como, com os meus dez anos, fui ver este filme ao antigo Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria. Fui com familiares e amigos, e o Anakin Skywalker foi, sem dúvida, uma das personagens com que cresci.
O que, na altura, não percebi foi como — para as gerações mais velhas, ou seja, aquelas que tinham crescido com a trilogia original — esta trilogia prequela era considerada inferior, especialmente no que diz respeito às atuações. Hoje, vinte anos depois, vejo como não só estavam enganados, como a geração que cresceu com estes filmes acaba, no fim da jornada, por ter sempre algo a dizer.
E foi isso que vi numa sala cheia para ver Star Wars – Episódio III, o que também se espelha na bilheteira estrondosa de um filme que, na verdade, está a ser relançado.
Apreciar o clássico
Hoje, anos mais tarde, temos não só um Hayden Christensen que se apercebe do carinho que os fãs têm por ele, como também as redes sociais nos mostram — e demonstram — como a temporalidade é um fator-chave no amadurecimento de ideias e perspetivas.
Isto acontece vezes sem conta com diversos conteúdos audiovisuais e literários, o que nos mostra que nunca devemos desistir, e que devemos ser firmes nas novas ideias que queremos apresentar ao público.
Apesar de muita desta perceção já ter sido visível aquando da estreia da série Obi-Wan, foi fascinante — ao rever A Vingança dos Sith no grande ecrã — observar a evolução tecnológica dos efeitos visuais e especiais. Isso acrescentou não só uma camada nostálgica ao que víamos na sala, como também um verdadeiro deslumbramento, ao recordar-me do que se conseguia fazer há 20 anos.

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