Quando vos apresentei, no início do ano, uma lista de filmes a ver, Lilo & Stitch e Missão Impossível – O Ajuste de Contas Final eram dois dos lançamentos que mais ansiava no primeiro semestre. Quer pela grandeza da produção e da ação, quer pela forma como a história iria ressoar em mim, não me contive na compra de bilhetes para estas sessões. Agora, uma semana depois de ver os filmes distribuídos pela Disney e pela Paramount, são diversas as emoções que experimentei e tenho de partilhar.
Lilo & Stitch
Foi com grande expetativa que entrei na sala de cinema. Tinha lido algumas críticas e, pelas imagens, parecia que o CGI estava bem conseguido. Estava pronto para me derreter numa história cada vez mais precisa: nem sempre a família é perfeita e nem sempre a nossa família é a de sangue. Porém, à medida que a narrativa avançava, percebi que vários elementos faziam falta. Não só o bullying e o sentimento de solidão que a Lilo sofria foram encurtados, como a ausência do Gantu acabou por tornar a história, na minha ótica, extremamente redundante para o Jumba e para o Pleakley. O próprio CGI do Jumba parece deslocado do restante filme, e sempre que ele surgia no ecrã eu perdia o fio ao ambiente criado.
As interações entre a Lilo e o Stitch, que continua adorável e com várias camadas, foram poucas e demasiado rápidas, a ponto de, por momentos, me sentir confuso quanto à ordem dos eventos. Nem tudo é mau, claro. Existem novas personagens que tornam a história mais plausível e lógica, e há ótimas passagens completamente retiradas da animação original. As ligações entre a Lilo e a Nani acabam por ser o maior reforço, constituindo o grande arco narrativo, muito mais do que a redenção do Stitch e o seu sentimento de pertença.
Missão Impossível
Não sei se já comentei convosco, mas não apreciava o Tom Cruise como ator. Contudo, ao ir ao cinema no filme que precedeu este, e ver como ele se dedicava à saga — ao ponto de fazer as acrobacias sempre que possível —, decidi dar uma oportunidade. Tendo visto todos os filmes anteriores de rajada, descobri uma saga cheia de reviravoltas, com cenas de ação sem igual e com muito mais lógica e respeito do que sagas como Velocidade Furiosa, que parece já nem tentar coerência.
A expetativa era, como podem imaginar, alta, e, com um filme que chega quase às três horas de duração, vibrei em cada minuto do argumento com entusiasmo, adrenalina e coração na boca. Havia cenas que me faziam questionar o nível de drama escolhido, mas percebi que, ao longo do filme, esses momentos acrescentam e permitem à narrativa avançar, ajudando a aumentar a tensão naquele que é o filme mais longo da saga. Alimenta cada fotograma uma história encaixada nos dias de hoje, onde a Inteligência Artificial, a desinformação, as redes sociais e os extremos crescem. É, talvez, o ponto mais vivo e presente da narrativa, em que a emoção intensifica tudo o que os atores transmitem.
Tenho, contudo, de destacar toda uma grande sequência passada debaixo de água, em que o Ethan — personagem do Tom Cruise — está num submarino nas profundezas do oceano. A tensão era palpável, não só pela entrega do ator e pelos efeitos visuais e especiais, mas também pela banda sonora sublime, que adicionou outra camada àquela que é uma das sequências principais da história e já tinha sido prometida desde o filme anterior.
Em suma, e sem sabermos bem se este será realmente o último filme da saga, não consigo deixar de desejar que, dentro de alguns anos, o elenco se reúna para uma nova história.
E vocês? Viram ou planeiam ver algum destes filmes?

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