Por esta altura, se ainda não sabem que adoro o Natal, honestamente, não sei o que têm andado a fazer. Espero, contudo, que já estejam a vibrar com o espírito natalício; caso contrário, aviso desde já que esta publicação poderá causar crises agudas de vómito.
Para os que detestam esta quadra, nada temam, vou falar de comida e de hábitos que me apercebi!
Rumo a Vigo
Viver em Vila Nova de Gaia tem as suas vantagens, e uma delas é estar mais perto de Vigo do que da minha cidade natal, Leiria. Com amigos a acompanhar, decidimos, no penúltimo fim de semana de novembro, explorar o que torna esta cidade tão especial para os portugueses, que todos os anos rumam a Espanha.
A viagem foi tranquila, e a facilidade em estacionar surpreendeu-me – apesar dos 8€ gastos no parque de estacionamento. No entanto, este valor acabou por ser equilibrado com um abastecimento de combustível significativamente mais barato. (É engraçado as coisas que começamos a reparar uma vez que começamos a crescer, não é?)
Foi assim, entre boas companhias e um primeiro contacto descontraído, que comecei a compreender o encanto que Vigo oferece aos seus visitantes.


Reparem, não são apenas as diversas cabanas dos mercados de Natal, mas também a decoração que adorna cada um destes lugares de forma majestosa, em harmonia com a natureza da cidade. Além disso, é impressionante como se consegue percorrer toda a cidade a pé, algo cada vez mais raro em grandes centros urbanos.
No ano passado, já vos tinha contado como renasci na Cidade de Natal, em Leiria, fazendo uma comparação com o Porto. Apesar de o Porto continuar a impressionar com as suas decorações grandiosas e inaugurações festivas, o caos das obras, do trânsito e dos pontos de interesse espalhados pela cidade torna a experiência quase infernal. Isso é ainda mais evidente quando comparado com Leiria e, neste caso, com Vigo, onde o trânsito é cortado para tornar a visita muito mais agradável.




Ao anoitecer, após o ligar das luzes pelas 17h, com o frio a intensificar-se e o estômago a pedir algo mais, foi o momento perfeito para descobrir a variedade gastronómica disponível. Entre crepes, waffles, pão com chouriço, batatas fritas com toppings, rissóis enormes, doces de Natal, havia opções para todos os gostos. No entanto, o que mais parecia estar na moda era o vinho quente.
Confesso que não sou grande apreciador de bebidas alcoólicas – ou, talvez, de tudo o que não seja amargo e com gás –, mas posso garantir que esta foi uma das primeiras vezes que percebi o fascínio por esta bebida. A popularidade era evidente por toda a cidade, onde era comum cruzar-me com pessoas a segurar copos de vinho quente nas mãos.



A alegria era igualmente contagiante, com momentos inesperados, como um desfile de personagens de Star Wars que tive oportunidade de assistir. À medida que a noite avançava, a multidão ia crescendo, mas, apesar do número impressionante de pessoas, a circulação manteve-se surpreendentemente fluida. Confesso que esperava encontrar mais dificuldade em navegar pela cidade.
Valeu a pena?
Conhecer outras cidades durante quadras festivas ou eventos culturais pode ser uma experiência verdadeiramente transformadora. Vigo não foi exceção. Apesar de partilhar o mesmo espírito festivo que encontramos em Portugal, a gastronomia local acrescenta uma dimensão única, que vale mesmo a pena explorar e saborear. E com amigos ou pessoas especiais, a experiência torna-se ainda mais memorável. Os gatos, posso também adiantar, não foram algo de astronómicos, sendo que ainda consegui jantar arepas, uma especialidade venezuelana que há anos não saboreava.
Para o próximo ano quero repetir esta aventura e, sem dúvida, trazer comigo um – ou vários – dos deliciosos torrões que lá encontramos.
Já foram a Vigo no Natal? Qual foi a vossa experiência?

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