A pandemia é global, e o medo que nos assola a cada notícia, também. Vivemos num começo (ou fim) de década memorável em termos históricos. Tal levou a medidas ao redor do mundo, mas nesta publicação preciso de me focar no mundo literário; em especial nas medidas que têm afetado todo o meio em que mergulho.
As editoras
As editoras têm sofrido de forma exponencial com esta situação. As vendas dos livros físicos têm caído a pique, levando a que a aposta fosse toda direcionada para o digital: o e-book. Como já sabem das minhas publicações, nem todas as editoras têm feito este trabalho (sim, grupo 20|20, estou a olhar para ti – o grupo que está em pior situação), ao não terem catálogos completos e apelativos nesta vertente. Além disto, a aposta tem sido em promoções assim como planeamento e adiamento dos lançamentos.
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Porém, em França vemos como as editoras estão unidas em apoiar as redes livreiras, algo que espero chegar a Portugal. Estes apoios são traduzidos não só em fundos, como no adiamento dos pagamentos das redes livreiras às editoras.
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E os eventos?
Neste seguimentos, as editoras e grupos de livreiros têm adiado os eventos. Primeiro deu-se o adiamento da Feira do Livro de Leiria, passando para o adiamento da Feira do Livro de Lisboa. Este último a ser adiado para final de agosto e/ou início de setembro.
A Booktour de O QUE NOS MAGOA
Isto leva-me a este subponto: o cancelamento destes eventos em que estaria presente na promoção do meu mais recente romance YA. Para alguém que estava ansioso por descobrir novos leitores e dar a conhecer esta a história a mais públicos, é tempo de agora suspender as promoções e olhar para a segurança de todos. Vivemos meses complicados e apelar para as bases humanas de altruísmo e empatia é o que importa.
Esta preocupação vai também de encontro ao planeamento editorial da minha editora e dos eforços em editar rapidamente a versão em e-book deste meu romance.
E no blog?
No blog, e atendendo à pandemia global, a rubrica Fãs de Sexta será suspensa por tempo indeterminado. Deslocações são agora um risco e, como coordenador da iniciativa, preciso de zelar pelos autores e pelo trabalho de organização que os mesmos têm feito. Tal facto deve-se aos próprios envios atrasados a respeito do Fãs de Sexta – Março.
Espero que as próximas semanas consigam ser mais animadoras, quer em informação, quer na capacidade de cada cidadão compreender a importância de fazer deslocações pensadas e comedidas. Além disso, quero apelar para ao lerem notícias, procurarem as que vos informam de forma correta e científica. Conhecimento é poder, mas se esse conhecimento vem deturpado, de nada nos serve se não alimentar o medo e incerteza.

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