Vi-te fora do Facebook, e eras diferente. Não estavas sempre a sorrir, e nem sempre fazias a melhor pose para a fotografia que tentavas tirar.
Vi-te fora do Facebook, onde as lágrimas te brotavam dos olhos ao te emocionares com uma conversa entre amigos. Não parecias ter vergonha de as mostrar…
Vi-te fora do Facebook, e aquela organização que passava pelas fotografias, não existia. És sim uma autêntica tempestade, capaz de te mexeres de formas que ninguém consegue traduzir ou elogiar num comentário anónimo.
Vi-te fora do Facebook, e estavas com o teu grupo de amigos, a comer desalmadamente, ignorando o que partilhavas para o mundo, e mostrando afinal que eras diferente.
Vi-te fora do Facebook, e percebi que sentias de uma forma que um like não conseguiria medir, e falavas realmente de coisas importantes em que para os teus seguidores online não passam de “coisas de adultos”.
Vi-te fora do Facebook, e percebi que a tua vida não era perfeita, ao levares um berro da tua mãe, e encolher-te a pedir desculpa.
Vi-te fora do Facebook, onde percebi que afinal vais a todos os outros sítios que tantos outros vão e que têm somente vergonha de admitir.
Vi-te fora do Facebook e percebi que eras, nada mais, nada menos, que uma humana tolhida pela criticidade de quem se esconde atrás de uma rede social, e que não te deixa e dá o apoio para voares por seres alguém único/a.

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