O ano já começou e conta já com um mês passado. As festas terminaram e agora, as únicas existentes, são os novos aniversários e datas festivas. Mas com toda esta lufa-lufa, encontram espaço para escrever? Ou para o fazer de forma recorrente e organizada?

Muito do que vos vou falar já referi ou vou referir no Caderno do Diogo, mas quis hoje fazer-vos algo diferente. De vos ajudar no que sei a aproveitar cada dia do ano. Prontos?

Conhece-te > Compreende-te > Confia

Sim, fiz um esforço enorme para chamar isto “a regra dos três C“. E com a esperança que a Sociedade Ponto Verde não me processe por roubo de ideia com os três R, vou passar a explicar.

Conhece-te a ti mesmo. O que queres. O que não queres. O que gostas. O que não gostas. Depois deste exercício, aplica-o à tua escrita. À tua narrativa. Às tuas personagens. O que é que tu, enquanto autor, gostas? E enquanto leitor, será que esses gostos se mantêm? Há muito por onde pegar por estas questões, e não obstante a elas, podem ainda pegar nas três perspectivas que vos falei o ano passado. Pode parecer complicado, e é! A quem é que quero enganar? Até para mim esta introspeção pode ser difícil, mas se conseguires compreender-te, é caminho andado. É uma forma de conheceres-te a fundo para depois conseguires confiar nas escolhas que fazes. Quer enquanto escreves, quer na tua vida inspiracional de autor. Mas nota, isto não é algo exclusivo a livros. Um conto, uma publicação de um blog, tem também este jogo de cintura. O de usares a regra dos três C.

Não podia era sair deste tópico sem falar da questão da confiança. É comum, para além da nossa solidão e/ou tristeza, denegrirmos o nosso trabalho. Deixem dar-me uns exemplos (sou pró neles):

  • Ninguém vai gostar.
  • Não sei escrever.
  • Isto não presta.
  • Que ideia estúpida.
  • Será que isto sequer faz sentido?
  • Conseguirei acabar o manuscrito?
  • Vou desistir.
  • Escrever não é para mim.
  • Nunca mais vou escrever (esta é muito comum em mim).

Sei que fiz um parêntesis catita, mas acreditem, ele aplicava-se a todas, mas porque é normal. Escrever os diversos enredos pode ser tão complexo, que a nossa sanidade, paciência e energia, se esgotam. Com isto quero passar a mensagem que: vamos começar a acreditar mais em nós, sim? Poderemos melhorar, mas primeiro temos de fazer efetivamente algo. Se continuam com os mesmos conflitos internos, tentem desconstruir. Fazer até o pino e olhar para eles de outra perspetiva.

Inspira-te

Rodeia-te de imagens. Descobre o mundo do Pinteret e navega pelas imagens. Não te limites. Não penses que queres x e só vais procurar esse x e o x1, x2, x3. Experimenta seguir pelo y, ou até pelo z. Limitar a nossa imaginação pode ser das piores coisas que fazemos a nós mesmos.

Gosta de Ti!

É difícil. Nem sempre gostamos de nós. Podemos amar-nos, mas não gostarmos de um determinado pensamento ou mania. O mesmo aqui. Mais vale abraçar o nosso estilo de vida e possibilidades do que lutar contra eles. Sendo a escrita uma paixão, as coisas irão surgir. Mas aprende também a gostar de ti nesses momentos. E escreve sobre isso. Escreve como queres, sem medo. Faz com que seja sentido e não porque é “politicamente correto”. Porquê trocar a palavra gajo por homem se não é esse o significado? Ou até a palavra fodasse para algo brando quando estas a ir contra ti?

Perspetiva-te!

Confesso que queria escrever “Organiza-te”, mas por vezes somos organizados, mas a vida não corrobora. Por isso perspetiva as coisas. Dá prioridade a umas, depois a outras. Cria um quadro ou usa uma agenda. Define as tuas metas.

Cria a tua própria forma de tempo, de estrutura uma personagem, capítulo ou história. É o que funciona para ti? Perfeito. Agora faz isso em grande. Organiza o teu lugar de trabalho ou aquele espaço em que mais escreves. Torna a tua agenda do tamanho da tua vida e das tuas metas. A imaginação é o limite. Mas não te esqueças, olha constantemente para esse compromisso. Com foco.

Sei que estou a ser muito otimista. Eu próprio me estou a resolver em muitas questões. Mas é um trabalho em progresso que se começarmos desde o início irá custar menos, muito menos. Pode não ser no post, conto ou manuscrito que escrevermos, mas será no próximo!

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